terça-feira, 31 de julho de 2012

Número de médio de palavras faladas nas crianças com síndrome de Down!

                                           
Tabela com número médio de palavras faladas ou sinalizadas em crianças com síndrome de Down!

É importante lembrar que as crianças que participaram desses estudos, não são brasileiras, ou seja,
muitas das vezes a estimulação é muito mais intensiva que a grande maioria das crianças brasileiras, o que pode ter alguma relação direta ou indireta no surgimento da fala.



IDADE
NÚMERO MÉDIO DE PALAVRAS
 ( FALADAS OU SINALIZADAS)
ESTUDO
15- 23  meses
                11-14
Buckley, S.(2000)
24 – 35 meses
                28
                55
Buckley, S.(2000)
Kumin, Councill & Goodman (1998)
36 – 47 meses
               117
               168
Buckley, S.(2000)
Kumin et al.(1998)
48 – 59 meses
               248
               251
Buckley, S.(2000)
Kumin et al.(1998)
60 – 71 meses
               272
               391
Buckley, S.(2000)
Kumin et al.(1998)



                                                 

Compreensão de Palavras em crianças com Síndrome de Down!

                                             
Tabela  referente ao número de palavras compreendidas por crianças com Síndrome de Down com idades entre 15 meses a 71 meses.


IDADE
NÚMERO DE PALAVRAS COMPREENDIDAS
ESTUDO
15- 23  meses
                125
Buckley, S.(2000)
24 – 35 meses
                167
Buckley, S.(2000)
36 – 47 meses
                233
Buckley, S.(2000)
48 – 59 meses
                300
Buckley, S.(2000)
60 – 71 meses
                334
Buckley, S.(2000)




                                       

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Quando a criança começa a falar duas palavras juntas?

Pesquisadores tem estudado como e quando as crianças passam da fase de falar uma palavra para começar a combinar duas ou mais palavras na frase.

                                        

Essa mudança é um processo que ocorre com o tempo...

Crianças com desenvolvimento "típico" combinam 2 palavras na frase quando eles possuem por volta de 50 palavras em seu vocabulário,  o que em média acontece do nono mês até os 2 anos de idade(Nelson,1973).

Quando as crianças com síndrome de Down começam a combinar palavras nas frases?

                                      
As pequenas resposta nas crianças com síndrome de Down,começam por volta dos 3 anos de idade.


Média de idade para frases com 2 palavras
Estudos de :
 24- 36 meses
Chamberlain, C.E & Strode, R.M (2000)
30 meses
Buckley, S. & Sacks,B. (2001)
Antes dos 36 meses
Mervis (1997)
36,9 meses ( 34,6 meses para menina; 42,5 meses para meninos)
Oliver e Buckley (1994)
36- 48 meses
Chamberlain, C.E & Strode, R.M (1999)
Geralmente até 48 – 60 meses
Rondal (1988)
36 meses ( 62%); 60 meses (100%)
 Kumin, Councill e Goodman (1998)


                                                  

Apesar das crianças com síndrome de Down, precisarem de mais tempo que as crianças com desenvolvimento"típico", para começarem a usar duas palavras na frases, existem evidências que as crianças com SD podem ter um vocabulário repleto de palavras, muito antes de começarem a formar esse tipo de frase.

Por exemplo, Sue Buckley em seus estudos, encontrou várias crianças com SD que possuíam o vocabulário contendo por volta  de 100 palavras antes mesmo de conseguirem formar frases com 2 palavras.
                                   

Troca de turno na fala na Síndrome de Down!

Quando as pessoas conversam entre si, elas fazem a troca de turno na comunicação...
                                  
O que significa isso? Significa que uma pessoa fala, enquanto a outra escuta,então ocorre a troca de turno e  quem estava escutando, agora responde... e quem estava falando agora só escuta!!

O diálogo, existe porque um pessoa fala, e a outra escuta, e depois ocorre a troca de turno...

Como você pode ajudar seu filho a desenvolver esta habilidade?

Você deve criar situações e oportunidades para que essa troca aconteça...

                                     

Você pode começar com situações simples, tais como:

Você pode bater na lateral do berço( ou  num brinquedo) e esperar que seu filho faça algum movimento parecido, assim que ele bater no berço ou bater em qualquer outra coisa, você deve repetir a mesma ação que ele, e aguardar para ver se ele entendeu a brincadeira...

Quando seu bebê fizer algum som, o imite...Muitas das vezes, ou sons produzidos por um bebê pouco fazem lembrar os sons da fala, mas o fato dos pais incentivarem essa criança produzir sons, permitirá que mais tarde a produção dos sons ficará cada vez mais elaborada!

                                        

Tentando aperfeiçoar a troca de turno na fala, é importante respeitar o tempo de resposta de seu filho!!

E tratando se de uma criança com SD, essa resposta pode ser lenta, porém os pais ajudam muito ao serem pacientes e aguardarem alguma resposta de seu filho!!

domingo, 8 de julho de 2012

Atividades para Fala!

Algumas coisas simples que os pais devem fazer com seus filhos para estimular a produção de sons com  a boca:

                                     
                                         Juntar os lábios, e mandar beijos..

                           Fazer sons de choro, espirros, tosses, bocejos,risadas

                                       

Também é legal ensinar as crianças sons tais como:

* Barulho do motor do carro;
* Sons de animais  ( cachorro, gato, cavalo, passarinho, etc)

Alimentação e Fala na Síndrome de Down!

Apesar do controle  neurológico, bem como o comando ser diferente entre a fala e a alimentação, alguns movimentos da fala são utilizados durante a alimentação, assim como as estruturas anatômicas.

                   
A alimentação ajuda seu filho na pratica dos movimentos musculares e a coordenação deles.

Crianças com Síndrome de down podem ter dificuldades com a alimentação devida a hipotonia, dificuldades de fechamento labial, controle de língua e dos movimentos da mandíbula, e aumento/diminuição da sensibilidade tátil intra-oral.( Kumin & Bahr, 1999, Medlen,2002).

A fonoaudiologia pode auxiliar  fazendo um programa de intervenção direcionado a alimentação.

Ao assistir o vídeo acima, peço que levem em consideração, que essa era a primeira vez, que a mãe da "Manu" via a filha sugando.. isso explica um pouco a quantidade de gritos!!

domingo, 1 de julho de 2012

EXPERIÊNCIAS SENSORIAIS

O input ( entrada) sensorial está em tudo que nos rodeia.Através de nossos sentidos, aprendemos sobre o mundo. 
Os sentidos que conhecemos mais são a visão, audição,tato,gustação e o cheiro.Mas esses mesmo sentido são um pouco mais complexos.

Por exemplo,o tato nos permite perceber se o objeto é liso ou áspero,tem ou não brilho,pequeno ou grande, quente, frio ou morno.
                                              
Os sentidos menos conhecidos são:
1) sistema vestibular - relacionado ao movimento e equilíbrio
                                                   
2) a propriocepção - a nossa consciência interna sobre como estão as nossas articulações e músculos.
                                    
O sistema vestibular envolve o tônus do músculo,coordena dos dois lados do corpo(D e E), a coordena os movimentos dos olhos,cabeça e corpo para que possamos manter nosso equilíbrio.
O feedback do processamento da propriocepção dos músculos e articulação tenta manter o corpo alinhado.Por causa da propriocepção, nós podemos, por exemplo, levar a colher de sopa na boca, sem errar onde fica a boca.Inconscientemente e automaticamente, levamos colocamos a colher em contato com os lábios, para sorver a sopa.
A propriocepção junto com o vestibular ajudam na articulação e na inteligibilidade da fala.

                                           Integração Sensorial.

O termo integração sensorial é usado para descrever a habilidade de receber e absorver a informação sensorial do ambiente, coordenar e integrar a informação apropriada ao ambiente( como resposta). Isso inclui a habilidade de levar a informação bem como filtrar as informações ( tais como o ruído do ambiente).



                                          Disfunção da Integração Sensorial

Quando a criança tem dificuldade em processar e organizar a informação sensorial, é dado o nome de disfunção da integração sensorial, que é mais comum na criança com SD do que crianças com desenvolvimento típico.
Clinicamente, nós observamos que vários jovens com SD, apresentam algumas dificuldades que podem estar relacionadas a IS, tais como intolerância a barulhos altos,não gostam de escovar os dentes, cortar o cabelo, não toleram comidas com texturas misturadas.